Biossólido e substrato comercial na produção de mudas de Schinus terebinthifolia

Alan Henrique Marques de Abreu, Ricardo Rodrigues de Oliveira, Elton Luis da Silva Abel, Pedro Lima Filho, Paulo Sérgio dos Santos Leles

Resumo


Atualmente a aquisição de substratos em quantidade e qualidade para a produção de mudas florestais é um grande desafio para o setor florestal, sendo a busca por substratos sustentáveis uma tendência ecológica, econômica e social. O objetivo deste trabalho foi comparar o crescimento, em viveiro e no primeiro ano após o plantio, de mudas de Schinus terebinthifolia Raddi (aroeira pimenteira) produzidas com biossólido (BIO) e com substrato comercial (SC), sob doses de monoamônio fosfato (MAP) em adubação de cobertura. O MAP foi aplicado em doses crescentes nos tratamentos, a cada 21 dias em adubação de cobertura. O BIO, mesmo sem fertilização mineral complementar, favoreceu o crescimento em viveiro, resultando em mudas de qualidade morfológica superior às produzidas em SC sob adubação de cobertura. Tanto a utilização de BIO, quanto o uso de adubação de cobertura em níveis mais elevados podem ser utilizados para aumentar o estabelecimento e o crescimento das mudas de aroeira pimenteira em campo.

Palavras-chave


Lodo de esgoto; Adubação de cobertura; Aroeira pimenteira

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DOI: https://doi.org/10.4336/2018.pfb.38e201501066



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