Crescimento de nogueira-pecã sob diferentes preparos do solo e coveamentos: coleópteros como bioindicadores

Jardel Boscardin, Ervandil Corrêa Costa, Eloi Paulus, Dayanna do Nascimento Machado, Leandra Pedron, Pedro Giovâni da Silva

Resumo


O trabalho objetivou avaliar os efeitos de diferentes preparos do solo e coveamentos na implantação de um pomar de nogueira-pecã Carya illinoinensis (Wangenh.) K. Koch (Juglandaceae), através da fauna da Ordem Coleoptera. O pomar de nogueira-pecã foi implantado em fevereiro de 2012, em espaçamento de 7 m x 7 m, em Santa Maria, RS, em delineamento de blocos ao acaso, com cinco blocos e quatro tratamentos, compostos por plantio: em cova pequena de 20 cm x 60 cm (Cp); subsolador mais grade niveladora e cova pequena (Scp); enxada rotativa e cova pequena (Ecp); e em cova grande de 40 cm x 60 cm (Cg). De março de 2014 a novembro de 2015, foram realizadas oito coletas da fauna de Coleoptera, uma por estação do ano, com quatro armadilhas pitfall distribuídas em cada tratamento e cinco em cada área do entorno, totalizando 100 amostras por coleta. O tratamento Ecp apresentou os menores valores de diversidade, riqueza e equitabilidade para a coleopterofauna, enquanto que os tratamentos Cg e Cp apresentaram os maiores índices. A espécie Diloboderus abderus (Sturm) apresentou-se como muito frequente. Conclui-se que o tratamento Cg não interfere na diversidade de coleópteros e promove o maior crescimento em diâmetro de plantas de nogueira-pecã.

Palavras-chave


Carya illinoinensisl; Entomologia; Fauna do solo

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DOI: https://doi.org/10.4336/2017.pfb.37.92.1496



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