O renascimento dos Inventários Florestais Nacionais (IFNs) no âmbito das convenções internacionais – uma discussão envolvendo contexto, antecedentes e justificativas

Christoph Kleinn

Resumo


Os Inventários Florestais Nacionais (IFN) cobrem o país todo e são desenhados para análise dos recursos e ecossistemas florestais sob uma ótica quantitativa. Enquanto que para os inventários florestais direcionados ao manejo florestal é óbvio que os mesmos devem dar suporte a decisões relacionadas ao manejo, ao planejamento florestal, às intervenções silviculturais, ao manejo visando à conservação e à venda de madeira mais eficientes, o propósito dos IFNs não é imediatamente visível ou mensurável: eles são desenhados para dar suporte a processos de decisão em nível nacional (e subnacional), envolvendo as florestas. Os IFNs tem uma longa trajetória e estão passando por um processo de aumento de interesse em função da possibilidade de quantificação dos recursos florestais com base científica; tais mudanças estão entre os pré-requisitos para pagamentos a países em desenvolvimento baseados em resultados, quando da implementação de medidas eficientes – e evidenciadas por resultados verificáveis – na redução da emissão dos gases de efeito estufa pelas florestas. Enquanto a ciência do monitoramento florestal atualmente enfoca com destaque o aumento de precisão e a acuracidade do monitoramento florestal, integrando técnicas de sensoriamento remoto e métodos de modelagem cada vez mais eficientes, surpreendentemente poucos resultados de pesquisa tem sido publicados sobre antecedentes, justificativa estratégica e impactos dos IFNs.

Palavras-chave


Informação florestal; Política florestal; Tomada de decisão

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DOI: http://dx.doi.org/10.4336/2017.pfb.37.91.1343

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