Comparação de modelos de afilamento do tronco para diferentes idades e regimes de desbaste em plantações de Pinus oocarpa Schiede.

Sebastião do Amaral Machado, Edilson Urbano, Marcio Barbosa da Conceição, Afonso Figueiredo Filho, Décio José de Figueiredo

Resumo


O presente trabalho objetivou testar vários modelos de afilamento e selecionar o de melhor ajuste. Os dados usados, pertencentes a Duraflora S. A., de Agudos – SP, compõem-se de 1100 árvores de Pinus oocarpa distribuídas em 11 regimes de manejo, com idade variando de 5 a 25 anos e tratamentos de 0 a 6 desbastes. Foram medidos os diâmetros de todas as árvores ao longo do fuste, nas alturas de 0.1 m, 1.3 m, 2.1 m, e daí a cada 2 metros até um diâmetro mínimo de 3 cm, e também a altura total. Com base nestes diâmetros foi calculado o volume de todas as árvores, através da fórmula de Smalian. Em seguida foram ajustados os modelos: Polinomial do 5o grau, Polinomial de 2º grau, Polinômio de Potência Fracionária, além dos modelos de razão de volume de Amateis & Burkhart, e o de Clutter. A seleção do melhor modelo foi baseada num “ranking” com o coeficiente de determinação (R2) e o erro padrão da estimativa em percentagem (Syx%) e posterior análise gráfica de perfil para detectar o modelo que proporcionou estimativas mais acuradas de diâmetro com e sem casca. Analisando-se os resultados concluiu-se que o melhor modelo para expressar, em média, o diâmetro ao longo das seções das árvores de Pinus oocarpa, e que melhor descreve o perfil destas, foi o de Potência Fracionária.


Palavras-chave


Perfil do fuste; Ajuste de modelos; Regime de manejo

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